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De nada em nada, tudo. Apoiar
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Documentário De nada em nada, tudo. Bourbon Films

De nada em nada, tudo.

A poesia que sobreviveu ao tempo, ao esquecimento e ao silêncio imposto sobre o Nordeste.

Um documentário média-metragem sobre a poesia nordestina. Lei Rouanet , PRONAC 258413

Quem criou o alfabeto foram os analfabetos.

Muito se fala sobre o analfabetismo nordestino. Mas ser letrado é apenas um protocolo formal.

Ninguém nasce escrevendo. Todo mundo nasce falando.

Para a escrita existir, precisa antes existir a fala. Na escala de importância, a oralidade está em primeiro lugar. Este projeto existe para provar isso.

fala
vem primeiro
escrita
vem depois

O que permanece de uma cultura quando o mundo decide que ela não vale nada?

A resposta está no fim desta página.

“Quem não sabe de onde veio, dificilmente saberá para onde vai.”

Para que resistir deixe de ser necessário.

Existe uma palavra que acompanha a cultura nordestina há muito tempo: resistência. O nosso maior desejo é que um dia ela deixe de ser necessária.

Não acreditamos que um documentário possa mudar o mundo. Mas acreditamos que a cultura muda pessoas. E pessoas mudam o mundo.

Que um menino da Paraíba conheça Pinto do Monteiro com a mesma naturalidade com que conhece Shakespeare.

Queremos reapresentar o Nordeste aos próprios nordestinos. Registrar vozes que ainda estão entre nós. Preservar saberes transmitidos pela oralidade. Lembrar que existe uma riqueza imensa onde muitas vezes só enxergam carência.

Não queremos construir nostalgia. Queremos construir continuidade.

Nós somos nordestinos. Somos os que amam o que tem.

Senhores críticos

Rogaciano Leite, poeta de Itapetim, no Pajeú pernambucano (1920 a 1969).
Recitação e adaptação: Antônio Marinho.

Senhores críticos, bastaDeixai-me passar sem pejoQue um trovador sertanejoVem seu pinho dedilharEu sou da terra onde as almasSão todas de cantadoresSou do Pajeú das FloresTenho razão de cantar

Não sou um Manuel BandeiraDrummond, nem Jorge de LimaNão espereis obra primaDeste matuto plebeuEles cantam suas praiasPalácios de porcelanaEu canto a roça, a choupanaCanto o sertão, que ele é meu.

Continuar lendo o poema

Não pode nunca imaginarO som que brotaDa cantiga de uma grotaQuando chuva cai por láO cheiro verdeDa folha do marmeleiroE o amanhecer catingueiroNo bico do sabiá.

Meu verso é feito a cigarraNum velho tronco a sonharQue canta uma tarde inteiraE só para quando estourarQue eu troco tudo na vidaPelo prazer de cantar.

Zefa Tereza me ensinouQue prum cabocloEntrar na roda de côcoTem que saber rebolarSoltar um verso na rodaQue se balançaE no movimento da dançaFazer o côco rodar.

Todo verso tem medida. Toda rima tem lugar.

Na cantoria e no cordel, a forma é o que permite improvisar, decorar e passar adiante. Veja num trecho de Patativa do Assaré.

Cante lá que eu canto cá, Patativa do Assaré
  1. Poeta, cantô da rua,Poeta,cantôdarua,
  2. Que na cidade nasceu,Quenacidadenasceu,
  3. Cante a cidade que é sua,Cante acidadeque ésua,
  4. Que eu canto o sertão que é meu.Que eucanto osertãoque émeu.

Toque em Rimas ou Sílabas para ver como o verso é construído.

As formas mais cantadas

Quadra

4 versos

A forma do repente antigo: rimas cruzadas ABAB ou interpoladas ABBA.

Sextilha

6 versos de 7 sílabas

A mais usada no cordel. Rimam o segundo, o quarto e o sexto versos; os outros ficam livres.

Setilha

7 versos de 7 sílabas, também chamada sete pés

Rimam o 2º, o 4º e o 7º versos; o 5º rima com o 6º.

Décima

10 versos de 7 sílabas

Esquema ABBAACCDDC. É a estrofe do mote e glosa e de muitas pelejas.

Martelo agalopado

10 versos de 10 sílabas

O mesmo desenho da décima, mas com versos decassílabos. Ritmo de galope, marcado e rápido.

Galope à beira‑mar

10 versos de 11 sílabas

Versos longos, de onze sílabas. A estrofe fecha com um refrão que termina na palavra mar.

Quadrão

8 versos de 7 sílabas

O 1º, o 2º e o 3º versos rimam entre si; o 4º com o 8º; o 5º, o 6º e o 7º entre si.

Mourão de sete pés

Dois cantadores na mesma estrofe

Não é uma estrofe de um só poeta: o primeiro cantador faz os versos 1, 2, 5, 6 e 7; o segundo, os versos 3 e 4.

Mote e glosa

Mote de 1 ou 2 versos, glosa em décima

A plateia propõe o mote. O cantador improvisa décimas que obrigatoriamente terminam nele.

E muitas outras

  • DesafioDisputa improvisada entre dois cantadores, estrofe contra estrofe.
  • PelejaO desafio contado em cordel, com começo, meio e fim.
  • EmboladaVersos rápidos, sincopados, cheios de rimas internas. Desafia a língua.
  • ABCCada estrofe começa com uma letra do alfabeto, em sequência.
  • PregãoO verso curto e cantado dos vendedores nas feiras.
  • Gemedeira
  • Moirão voltado
  • Gabinete
  • Toada alagoana
  • Meia quadra
  • Ligeira
  • Parcela
  • Quadrão trocado

Uma folha. Um cordão.

Uma folha de papel.

Barata, comum, quase nada. É assim que começa.

Dobrada, vira folheto.

Capa em xilogravura, versos dentro, o nome do poeta embaixo.

Pendurada num cordão, vira cordel.

Nas feiras, os folhetos ficavam expostos em cordões. Daí o nome. De nada em nada, a folha virou literatura.

Cante lá que eu canto cáPatativa do Assaré. Leia o folheto página por página.

Página 1 de 8
  1. Literatura de cordelCante lá que eu canto cáPatativa do Assaré. Assaré, CE, 1909 a 2002
  2. Poeta, cantô da rua,Que na cidade nasceu,Cante a cidade que é sua,Que eu canto o sertão que é meu.

    Você teve inducação,Aprendeu munta ciença,Mas das coisa do sertãoNão tem boa esperiença.

  3. Nunca fez uma paioça,Nunca trabaiou na roça,Não pode conhecê bem,

    Pois nesta penosa vida,Só quem provou da comidaSabe o gosto que ela tem.

  4. Amigo, não tenha quêxa,Veja que eu tenho razãoEm lhe dize que não mexaNas coisa do meu sertão.

    Pois, se não sabe o colegaDe quá manêra se pegaNum ferro pra trabaiá,

    Por favô, não mexa aqui,Que eu também não mexo aí,Cante lá que eu canto cá.

  5. Mas porém, eu não invejoO grande tesôro seu,Os livro do seu colejo,Onde você aprendeu.

    Pra gente aqui sê poetaE fazê rima compreta,Não precisa professô;

    Basta vê no mês de maio,Um poema em cada gaioE um verso em cada fulô.

  6. Eu não posso lhe invejaNem você invejá euO que Deus lhe deu por lá,Aqui Deus também me deu.

    Pois minha boa muié,Me estima com munta fé,Me abraça, beja e qué bem

    E ninguém pode negáQue das coisa naturáTem ela o que a sua tem.

  7. Aqui findo esta verdade,Toda cheia de razão:Fique na sua cidadeQue eu fico no meu sertão.

    Já lhe mostrei um ispeio,Já lhe dei grande conseioQue você deve toma.

    Por favô, não mêxa aqui,Que eu também não mexo aí,Cante láQue eu canto cá.

  8. Cante lá que eu canto cáPatativa do Assaré
    Antônio Gonçalves da Silva
    Assaré, CE, 1909 a 2002
    In: Cante lá que eu canto cá
    Ed. Vozes, Petrópolis, 1978

    Recorte intencional, não segue a sequência original.
    Reprodução para fins culturais.

    8

Vinte folhetos no cordão.

Clássicos de Leandro Gomes de Barros, Patativa do Assaré, Rodolfo Coelho Cavalcante e outros. Toque num folheto para ler um trecho.

Os trechos marcados como provisórios ainda serão conferidos com as edições originais antes de qualquer uso público definitivo. Reprodução para fins culturais e educativos.

Cante Lá Que Eu Canto Cá

Patativa do Assaré, 1978

Poeta, cantô da rua,Que na cidade nasceu,Cante a cidade que é sua,Que eu canto o sertão que é meu.

Por favô, não mexa aqui,Que eu também não mexo aí,Cante lá que eu canto cá.

Antônio Gonçalves da Silva (1909-2002). In: Cante lá que eu canto cá, Ed. Vozes, 1978.

Ler o folheto inteiro

A Chegada de Lampião no Inferno

José Pacheco, c.1905

Trecho provisório: ainda não conferido com a edição original. Pode não corresponder ao texto do autor.

Quando Lampião chegouNo portão do infernoO diabo avistou de longeE ficou com medo eterno.

Ele disse: Fecha a porta,Segura esse cangaceiro,Que o sertão já tá vazioE o céu não quis esse guerreiro.

José Pacheco da Rocha (1865-1949). Um dos cordéis mais reproduzidos da história.

O Pavão Misterioso

João Melchíades Ferreira, c.1920

Trecho provisório: ainda não conferido com a edição original. Pode não corresponder ao texto do autor.

Era uma jovem formosaFilha dum conde europeuQue vivia prisioneiraNo castelo que o pai lhe deu.

O pavão sobrevoouSete vezes o casteloE no sétimo retornoLevou a moça mais bela.

João Melchíades Ferreira da Silva (1869-1933), cantador e cordelista paraibano.

São Saruê

Manoel Camilo dos Santos, 1956

Trecho provisório: ainda não conferido com a edição original. Pode não corresponder ao texto do autor.

Eu fui um dia passearNo país de São SaruêOnde tudo é como sonhoNada há de nada que se pê.

Tem rio de mel de abelhaBarranco de rapaduraE pedras de paçocaNo chão de farinha pura.

Manoel Camilo dos Santos (1905-1987), cordelista paraibano. Considerado um clássico da utopia popular.

A Triste Partida

Patativa do Assaré, c.1950

Trecho provisório: ainda não conferido com a edição original. Pode não corresponder ao texto do autor.

Setembro e outubro, meu DeusQue pena, que dóO caboclo nordestinoTá sofrendo de todo jeito e modo.

Seus fio rezando, chorandoA mulher gemendo, chorandoPedindo a Deus que mande chuvaPra encher os lagão.

Antônio Gonçalves da Silva, Patativa do Assaré (1909-2002). Musicada por Luiz Gonzaga.

Antônio Silvino

Leandro Gomes de Barros, c.1904

Trecho provisório: ainda não conferido com a edição original. Pode não corresponder ao texto do autor.

Antônio Silvino foiO maior dos cangaceirosQue jamais andou no NordesteEntre valentes e guerreiros.

Nasceu em PernambucoDe família pobre e simplesMas o destino quisQue fosse o rei dos sertanejos.

Leandro Gomes de Barros (1865-1918), pioneiro do cordel nordestino.

A Donzela Teodora

Leandro Gomes de Barros, c.1900

Trecho provisório: ainda não conferido com a edição original. Pode não corresponder ao texto do autor.

Era filha de um mercadorA mais sábia entre as mulheresQue enfrentou os maiores sábiosE nenhum pôde atingi-la.

Ela sabia de tudoMedicina e os segredosFilosofia e as leisQue rege os mais altos credos.

Leandro Gomes de Barros (1865-1918). Adaptação de tema medieval português.

Peleja de Riachão com o Diabo

Leandro Gomes de Barros, c.1906

Trecho provisório: ainda não conferido com a edição original. Pode não corresponder ao texto do autor.

Riachão era famosoNo sertão de todo o NordesteQuando apareceu um estranhoQue disse ser o mais forte.

O diabo se transformouNum caboclo bem vestidoE desafiou o cantadorNo pátio bem conhecido.

Leandro Gomes de Barros (1865-1918). Um dos textos fundadores do imaginário popular nordestino.

ABC do Nordeste Flagelado

Patativa do Assaré, c.1955

Trecho provisório: ainda não conferido com a edição original. Pode não corresponder ao texto do autor.

A de agonia do povoB de batalha perdidaC de cangaço e secaD de dor nessa vida.

S de sertão sofredorE de esperança guardadaR de resistir sempreT de terra ressecada.

Antônio Gonçalves da Silva, Patativa do Assaré (1909-2002). Poema no formato ABC, um dos mais conhecidos.

Juvenal e o Dragão

Leandro Gomes de Barros, c.1906

Trecho provisório: ainda não conferido com a edição original. Pode não corresponder ao texto do autor.

No sertão da ParaíbaExistia um grande dragãoQue assustava o povo todoCom seu fogo e maldição.

Juvenal, jovem valenteResolveu enfrentar a feraCom sua espada e coragemSaiu da mata inteira.

Leandro Gomes de Barros (1865-1918). Clássico do cordel de temática heroica.

O Retirante

Patativa do Assaré, c.1960

Trecho provisório: ainda não conferido com a edição original. Pode não corresponder ao texto do autor.

Eu sou um pobre retiranteQue deixou meu lugarDe minha terra queridaFui me embora trabalhar.

Saudade do meu sertãoDa minha terra bonitaDo som do meu candeeiroE da minha bênção bendita.

Antônio Gonçalves da Silva, Patativa do Assaré (1909-2002).

O Dinheiro

Leandro Gomes de Barros, c.1900

Trecho provisório: ainda não conferido com a edição original. Pode não corresponder ao texto do autor.

O dinheiro é o rei do mundoO dinheiro é o generalO dinheiro é o ministroÉ o padrão universal.

Com dinheiro até o feioFica bonito e vistosoE sem dinheiro o bonitoVira feio e vergonhoso.

Leandro Gomes de Barros (1865-1918). Uma das mais populares sátiras sociais do cordel.

A Chegada do Homem na Lua

José Francisco Borges, 1969

Trecho provisório: ainda não conferido com a edição original. Pode não corresponder ao texto do autor.

Em mil novecentosE sessenta e noveO homem americanoPisou na lua e pode.

O mundo todo tremeuDe espanto e admiraçãoE o nordestino perguntou:Levou letra de cordão?

José Francisco Borges, J. Borges (1935), xilógrafo e cordelista pernambucano.

O Cachorro dos Mortos

Leandro Gomes de Barros, c.1902

Trecho provisório: ainda não conferido com a edição original. Pode não corresponder ao texto do autor.

Nas terras do NordesteExiste uma lenda antigaDe um cachorro misteriosoQue assombra quem se aproxima.

Ele late na encruzilhadaÀs doze horas da noiteE quem o ouve chorarSente um frio e se acoite.

Leandro Gomes de Barros (1865-1918). Cordel de temática fantástica popular.

Peleja do Cego Aderaldo

Firmino Teixeira do Amaral, c.1906

Trecho provisório: ainda não conferido com a edição original. Pode não corresponder ao texto do autor.

O cego Aderaldo chegouNa feira do Sobral um diaE encontrou Zé PretinhoQue desafiou sua valia.

Dois cegos se enfrentaramCom viola na mãoE a multidão ficouEncantada com a situação.

Firmino Teixeira do Amaral (1861-1930). Uma das pelejas mais célebres da literatura de cordel.

O Boi Barroso

Patativa do Assaré, c.1955

Trecho provisório: ainda não conferido com a edição original. Pode não corresponder ao texto do autor.

Vou cantar o Boi BarrosoMeu boi de estimaçãoQue morreu no tempo da secaCom fome e com privação.

Era forte, era bonitoEra a orgulho do sertãoE hoje jaz no cemitérioDa minha solidão.

Antônio Gonçalves da Silva, Patativa do Assaré (1909-2002).

A Seca do Nordeste

Rodolfo Coelho Cavalcante, c.1932

Trecho provisório: ainda não conferido com a edição original. Pode não corresponder ao texto do autor.

Quando a seca chega forteNo sertão nordestinoO povo sofre caladoÉ um sofrimento divino.

O gado morre de sedeA terra racha e gemeO retirante choraE o coração estreme.

Rodolfo Coelho Cavalcante (1919-1986), prolífico cordelista baiano.

A Vida de Lampião

Rodolfo Coelho Cavalcante, c.1940

Trecho provisório: ainda não conferido com a edição original. Pode não corresponder ao texto do autor.

Virgulino FerreiraNasceu em PernambucoDe família humilde e pobreE teve um destino mucho.

Ficou famoso no sertãoCom sua cangaceiradaEnfrentando os poderososCom bala e facão na estrada.

Rodolfo Coelho Cavalcante (1919-1986). Uma das versões mais populares sobre o cangaceiro.

O Romano da Mãe Viúva

Leandro Gomes de Barros, c.1908

Trecho provisório: ainda não conferido com a edição original. Pode não corresponder ao texto do autor.

Era uma pobre viúvaQue morava no sertãoE tinha um filho chamadoRomano, sua bênção.

Romano cresceu valenteE foi defender a mãeDas injustiças do ricoQue quis tomar o que é de ninguém.

Leandro Gomes de Barros (1865-1918). Tema recorrente da justiça popular no cordel.

O Pobre e o Rico

Leandro Gomes de Barros, c.1903

Trecho provisório: ainda não conferido com a edição original. Pode não corresponder ao texto do autor.

O pobre nasce sofrendoCresce trabalhando muitoE quando fica velhinhoÉ jogado ao olvido.

O rico nasce cantandoÉ tratado com carinhoE quando morre é lembradoComo um rei em seu ninho.

Leandro Gomes de Barros (1865-1918). Crítica social que ecoa até hoje.

Cordel

Quem fez e quem faz.

Mestres que fundaram a tradição e poetas que a levam adiante.

  • Pinto do Monteiro repentista
  • Louro do Pajeú repentista
  • Dedé Monteiro repentista
  • Ivanildo Vila Nova cantador
  • Bráulio Bessa cordelista
  • Jarid Arraes cordelista
  • Cancão de Fogo repentista
  • Klévisson Viana cordelista
  • Manoel Xudu cantador
  • Geraldo Amâncio repentista
  • Marquinhos da Serrinha cantador
  • Rouxinol do Rinaré cordelista
  • Denilson Barbosa pesquisador
  • Geci Quirino pesquisadora
  • Cida Pedrosa poeta contemporânea
  • Vinícius Gregório poeta popular

Este não é um documentário sobre cordel.

Também não é sobre repente, nem sobre um poeta específico. É sobre o fenômeno vivo de uma tradição que sobreviveu ao tempo. A poesia nordestina nunca pediu permissão para existir.

O filme percorre o Nordeste registrando:

  • repentistas
  • cantadores
  • cordelistas
  • declamadores
  • pesquisadores
  • professores
  • mestres da cultura
  • jovens poetas
  • novas gerações
A tradiçãoAntes de ser literatura, foi sobrevivência.

Repente, cordel, cantoria e declamação nasceram da necessidade de contar o que não estava escrito.

O presenteEla não parou. Nunca parou.

Convive com o slam, com o rap e com as redes sociais, e mantém a força porque sabe de onde vem.

O registroNão é uma homenagem póstuma.

É um encontro com poetas vivos que hoje carregam e reinventam a tradição.

Formato
Média-metragem documental
Rodagem
Nordeste brasileiro, 5 estados
Destino
Festivais e distribuição nacional

Onde estamos

  1. AprovaçãoLei Rouanet, PRONAC 258413
  2. CaptaçãoLei Rouanet e patrocínio privado. Em andamento.
  3. Pré-produçãoPesquisa, roteiro, casting, scouting
  4. RodagemNordeste brasileiro, 5 estados
  5. LançamentoFinalização, festivais e distribuição

Um filme e tudo o que nasce dele.

  • Média-metragem

    Filme documental para festivais e circuito cultural nacional.

    Em captação
  • Websérie

    Episódios documentais para plataformas digitais. Histórias reais de poetas do Nordeste.

    Em captação
  • Podcast

    Conversas longas com poetas e guardiões da tradição oral nordestina.

    Em captação
  • E-book

    Fotografia, reportagem e formas poéticas. Distribuição gratuita.

    Em captação
  • Portal digital

    Este site. Acervo vivo e gratuito sobre a poesia nordestina.

    Ativo

parceria estratégica

Um palco para o filme no Podcast Nordestino.

O lançamento do documentário está previsto com uma transmissão especial no Podcast Nordestino, canal de conversa sobre o Nordeste, com debate ao vivo com poetas convidados.

Podcast Nordestino
800 mil +seguidores somando YouTube, Instagram e TikTok, segundo o parceiro.

Coloque sua marca nessa história.

O projeto está aprovado pela Lei Rouanet. Por meio dela, empresas podem destinar parte do imposto de renda para financiar projetos culturais aprovados pelo Ministério da Cultura.

Sem desembolso de recursos próprios. O patrocinador usa uma renúncia fiscal que já seria paga ao governo e a converte em visibilidade de marca e impacto cultural mensurável.

Ao apoiar “De nada em nada, tudo.”, sua empresa financia um registro histórico permanente e associa a marca a um projeto de credibilidade e alcance nacional.

O que o patrocinador recebe

  • Marca nos créditos do documentário e da websérie
  • Vinheta em todos os episódios
  • Participação no lançamento ao vivo no Podcast Nordestino
  • Conteúdo exclusivo para uso institucional
  • Ativações presenciais em, no mínimo, 15 cidades nordestinas
  • Presença permanente neste portal

PRONAC 258413

A poesia continua por correspondência.

Receba novidades do documentário, histórias de poetas e descobertas da poesia nordestina.

Sem frequência fixa: escrevemos quando houver o que contar. Uma única lista, para o filme e para a poesia.

A Carta da poesia ainda não está recebendo inscrições. Volte em breve.

Você pode cancelar quando quiser, pelo link presente em cada carta.

O que permanece de uma cultura quando o mundo decide que ela não vale nada?

De nadaem nada,tudo.

Produção

Bourbon Films

Produtora audiovisual de Campina Grande, na Paraíba. Documentário, vídeo institucional e comunicação cultural.

Parceria de lançamento

Podcast Nordestino
Bloco de marcas do projeto: Lei de Incentivo à Cultura; apoio Fazenda Coruja; realização Ministério da Cultura e Governo do Brasil.
Lei de Incentivo à Cultura, Lei Rouanet

Apoio

Fazenda Coruja, queijos artesanais

Realização

Ministério da Cultura, Governo do Brasil